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Escalado
para tocar na oitava edição do festival Mada, que acontece
de 4 a 6 de maio em Natal, o grupo carioca Moptop
assinou contrato ontem com a gravadora Universal. A
banda já trilhara caminho independente com êxito: ano
passado venceu a etapa carioca do Claro Q é Rock, e
recentemente ganhou o Prêmio Laboratório Pop de Revelação
2005 (de crítica e de público) e abriu o show do Oasis
em São Paulo.
A negociação com a Universal durou dois meses. Desde o ano
passado, o Moptop conversa com DeckDisc, Sony-BMG e Warner,
mas a Universal acabou fazendo a melhor proposta. A
gravadora diz que não divulga detalhes cláusulas de contrato
de seus artistas, mas adianta que, "em linhas gerais, o
acordo foi feito em bases mínimas de dois anos". Ainda não
há data certa de lançamento, mas é certo que o disco saia no
segundo semestre de 2006.
"As negociações foram feitas com o Max Pierre
(vice-presidente artístico) e com o José Antonio Eboli
(presidente Universal Music Brasil)", diz a empresária da
banda, Isabel Rezende. "Apesar de não podermos falar por
eles, achamos que o nosso site (www.moptop.com.br)
foi determinante nessa decisão, que é a maneira mais rápida
de a galera nos conhecer. Também a nossa demo. Eles queriam
ter uma banda de rock na qual pudessem se comprometer a
médio prazo".
Há dois meses a banda foi indicada ao Prêmio SXSW
como melhor site na categoria música, juntamente com Eminem
e Arcade Fire. Moptop é um termo batizado pela imprensa
britânica que cunhou um corte de cabelo característico dos
anos 60. O visual, na verdade, é oriundo de Hamburgo da
Alemanha.
Formado pelos cariocas Gabriel Marques (voz e guitarra),
Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mario
Mamede (bateria), o Moptop foi convidado pelo produtor
Jomardo Jomas no ano passado para estar no Mada. "Agora é o
momento deles", diz Jomas.
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