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UNDERØATH:
Define the Great Line
18 de julho de 2006
EMI lança no Brasil a banda que já
vendeu mais de 350.000 cópias
Release: EMI.com.br
Raramente
um disco monumental consegue alcançar a promessa de
sucesso comercial. Mas a força, intensidade e encanto
explosivo de DEFINE THE GREAT LINE são inegáveis. Seu álbum de 2004
teve mais de
350,000 cópias vendidas They're Only Chasing Safety.
"Entramos no estúdio esperando fazer com que esse disco
realmente valesse", diz o guitarrista TIM MCTAGUE.
"Queríamos que fosse inspirador para quem o escutasse.
Sabíamos que tinha o potencial de sair bom, mas não
queríamos basear nosso futuro nisso. E sentimos que
criamos o melhor álbum de que faremos parte e estamos
muito orgulhosos disso."
Criado com a ajuda do produtor/ baterista de Atlanta Matt
Goldman - que contribuiu com a base rítmica - e do
guitarrista do Killswitch Engage Adam Dutkiewicz - que
emprestou sua experiência para ajudar a captar as
guitarras e vocais e encorajou esses veteranos da Warped
Tour a usar E-bows e experimentar atrasos e pedais de
efeitos - o resultante DEFINE THE GREAT LINE é um
ciclo de canções arrebatadoras que zera a noção do que
hardcore, screamo ou seja lá como queiram chamar isso,
pode ser.
"Não queríamos uma abordagem normal, com apenas duas
faixas de guitarra, faixas de bateria, faixas vocais ou o
que seja", explica MCTAGUE. "Realmente fizemos um
esforço para expandir em nossas mentes o que o
UNDEROATH poderia fazer." O baterista AARON
GILLESPIE acrescenta: "Não podíamos estar mais
felizes. Quando revejo o tempo que empregamos nesse álbum,
não acho que teríamos feito nada diferente."
Se "A Moment Suspended In Time" é o mais direto e sincero
acontecimento musical desde "One Armed Scissor", de At The
Drive-In - repleto com bateria explosiva e o
inexplicavelmente prazeroso amálgama de desordem e melodia
-, a profundidade e habilidade do sexteto da Flórida são
sem dúvida sustentadas por uma vocação maior.
"Quero que as pessoas saibam que somos uma banda cristã",
diz o vocalista SPENCER CHAMBERLAIN sobre a devoção
coletiva do UNDEROATH. "Mas ao mesmo tempo não
gosto de propagar Deus ou o fato de que somos cristãos
para vender mais discos. Não quero ser divulgado como uma
banda cristã porque acho que vamos além disso. Rótulos
podem ser limitantes."
"Para nós, é o receio de um estereotipo", explica
GILLESPIE. "Tipo, 'Você é cristão, então não pode ser
meu amigo.' Digo, Jesus estava almoçando com meretrizes e
prostitutas! Ainda assim, nosso cristianismo define quem
somos."
E para o UNDEROATH - que também inclui o tecladista
CHRIS DUDLEY, o baixista GRANT BRANDELL e o
guitarrista JAMES SMITH - há um propósito na
música, seja ela a catártica e introspectiva "You're Ever
So Inviting" ou a potente "In Regards To Myself". Esta
abre o álbum com convicção e comoção em iguais proporções,
e traz o questionamento alarmante de Spencer, "De que você
tem tanto medo?", contraposto a uma impressionante
harmonia.
"Com esse disco, falei de mim e de minha vida", diz
CHAMBERLAIN orgulhosamente. "Em They're Only
Chasing Safety, escrevi sobre cenários porque
havia me unido à banda fazia pouco tempo e ainda estava me
adaptando à situação. Desta vez, não havia limitações e
escrevi sobre coisas que conheço e com que me importo. E
como estou emocionalmente envolvido, dá uma sensação de
acerto." A profundamente pessoal "There Could Be
Nothing After This", uma explosão criativa e
experimental de guitarras e busca interior, confirma esse
sentimento.
"Nosso último disco era formado por umas dez músicas em um
CD", diz TIM. "E você podia escutar cada música
individualmente para decidir do que gostava ou não. Mas
essa foi a primeira vez que compusemos um disco. No
passado eram apenas as dez (ou em torno disso) músicas que
criávamos na garagem e gravámos e eventualmente alguns
garotos compravam aquilo. Dessa vez sabíamos que não
queríamos ruminar nada. Precisava ser coeso."
Se o que estava em jogo era muito alto depois do grupo ter
se tornado a banda de maior vendas da Solid State,
os integrantes do UNDEROATH mantiveram seu foco e
evitaram os estresses que têm sabotado tantos segundos
discos. "A pressão só está ali se você compra aquilo", diz
AARON. "Desde que fôssemos em direção ao que
queríamos e tornássemos o trabalho ímpar, era só o que
importava."
Ou como diz TIM: "Não precisamos produzir dez
singles para um álbum. Não somos Fall Out Boy.
Aquelas bandas são ótimas pelo que são, mas de forma
alguma são algo a que aspiramos."
"Queríamos provocar uma reflexão tanto em matéria de
letras quanto musicalmente", prossegue MCTAGUE.
"Não queríamos que fosse um disco que você coloca e que te
prende instantaneamente porque esses discos caem. Refrãos
contagiantes parecem legais por uma semana, mas então -
quando você está cansado daquilo, percebe que não há
conteúdo. Pode jogar o disco fora. Preferimos ser uma
banda como Refused, At The Drive-In ou
Glassjaw, que você escuta e gosta mas não pega aquilo
imediatamente. Porém continua escutando e todas as partes
entram em foco."
Quanto a esclarecimentos em relação ao título do disco,
SPENCER diz:, "Gosto de como ele é abrangente.
DEFINE THE GREAT LINE pode ser interpretado de formas
tão diferentes. Quando iniciamos em nossas diversas bandas
éramos um bando de garotos de 18 anos. Nos últimos dois
anos vi que nos transformamos no tipo de homem que
seremos. Sinto isso assim. É a forma como Deus quis que eu
fosse. É apenas uma linha imaginária em que pretendo me
equilibrar para ser a melhor pessoa que posso ser. Já
cometi muitos erros e às vezes sou apenas uma garoto
idiota e pode ser que leve minha vida inteira para ser a
pessoa a que aspiro ser, mas esse é o meu objetivo: Ser o
melhor tipo de cara que posso ser."
E se é esse espírito que distingue o impulso feroz e
metálico do UNDEROATH (veja "Returning Empty
Handed") de seus colegas, talvez MCTAGUE
explique melhor quando fala das verdadeiras recompensas em
estar em uma das maiores bandas definidoras de gênero de
hoje. "Para mim, os garotos que conhecemos em shows que
vêm até nós e dizem: 'Eu ia me matar e então ouvi essa sua
música que mudou a minha vida espiritualmente.' Ou até
mesmo o que disse, 'Não tinha a quem recorrer quando meus
pais se divorciaram, mas seu álbum me ajudou a passar por
aquilo'. É disso que se trata para mim. É o que nos faz
mais que apenas uma droga de banda de rock."
Mensagem recebida. DEFINE THE GREAT LINE é de fato
um dos momentos musicais cruciais de 2006.
UNDEROATH É:

Aaron Gillespie - Bateria/Vocais
Tim McTague - Guitarra
Chris Dudley - Teclado
Grant Brandell - Baixo
James Smith - Guitarra
Spencer Chamberlain - Vocais
LINKS
Site Oficial da Banda
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